Olá! Acabei de ver um documentário sobre o Bill Watterson (criador do Calvin e Haroldo), chamado “Dear Mr. Watterson”. Nele, eu descobri porque quando estava nos EUA,  procurei e não achei absolutamente nada do Calvin e Haroldo.

 

Nunca procurei saber da vida do Watterson, então não sabia que ele negou veementemente o merchandising dos personagens, mesmo ele valendo milhões (centenas de milhões) de dólares. Me faz pensar que esse é um cara que acreditava no que estava fazendo mesmo, que pensava no trabalho dele estritamente como arte e não comércio (não que eu ache errado comercializar, eu aceitaria os milhões provavelmente, mas tenho imenso respeito por quem não aceitou rs). E me espanta muito perceber que mesmo sem boneco em prateleira, desenho animado, toalha e roupa de cama, as pessoas não esqueceram o Calvin e Haroldo. Eles só existem nos quadrinhos e as pessoas, inclusive as novas gerações, continuam lendo. Isso não é qualquer coisa.

O Watterson que eu conheço é só o que escreveu Calvin e Haroldo. Crítico, sarcástico, sagaz, cheio de coração e que eu sempre tive a impressão de ser autobiográfico, o que é bom, afinal, quanto mais autêntica, mais a criação tem vida, e esses dois são bem reais. A honestidade consigo mesmo e no que você faz é o segredo de tudo!

Ele não só escreveu uma história sobre infância e amizade, mas discutiu o conceito de arte, sociedade e a complexidade da natureza humana, transformando em construtiva uma leitura divertida, ou vice-versa.

 

Sobre o documentário? Se você já admira o trabalho de Watterson, é sempre bom ver pessoas discutindo tão passionalmente quanto você discutiria sobre o que se esconde na figura desses icônicos personagens. Mas se você não compreende o tamanho dos personagens, talvez não veja nada de mais e meu conselho pra você é: Calvin e Haroldo apresentam um mundo mágico e cheio de possibilidades, já passou da hora de começar a explorá-lo!