Se você ainda não viu Mad Max – A Estrada da Fúria, eu digo: “Não sabe o que está perdendo”.  Se você pretende ver, não se esqueça de levar o seu cinto de segurança para atar-se à cadeira e TESTEMUNHE!

George Miller é responsável por um deleite visual com sua ambientação de um futuro distópico e desértico, provendo um verdadeiro espetáculo na tela, desde a caracterização dos personagens e os belíssimos quadros extremamente abertos, ao balé aéreo, perseguições, equilibristas, explosões, saltos e capotagens, com direito a trio elétrico! Afinal, quem se disporia a cruzar um deserto para perseguir um comboio sem o som de tambores e um guitarrista itinerante?

O novo Mad Max engana transformando Max (Tom Hardy), o personagem título, praticamente o tempo todo em uma mera testemunha. Testemunha das façanhas de Imperatriz Furiosa (Charlize Theron). Ela é responsável pela escapada de um grupo de mulheres, tratadas como “parideiras”, por um déspota que comanda uma espécie de tribo, tendo o poder sobre a água e sendo tratado como um Deus (aos moldes nórdicos). Ele é Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne). Quanto ao papel de Max? Ele é acidentalmente envolvido nesta fuga e torna-se um auxiliar na odisseia de Furiosa. A partir daí, começa uma incessante e tensa perseguição, de arrancar o apoio da cadeira e tirar o fôlego de qualquer um!

George Miller abusa dos efeitos práticos, e quase tudo que se vê na tela não é resultado de um irreconhecível efeito especial. É real! E os longos planos, o posicionamento de suas câmeras e coreografias, dignas de um espetáculo do Cirque Du Soleil, ensina não mais do que isso. Define como se filma a ação caótica e desesperadora sem se perder na confusão do espectador.

Pode estar cedo para afirmar qualquer coisa sobre prêmios. Mas eu espero que, no mínimo, uma direção de arte seja prestigiada com os prêmios máximos do cinema, que aliás, será muito bem merecido!

Mad Max – A Estrada da Fúria com toda a certeza é um dos melhores blockbusters do ano! E merece ser visto na maior tela que você encontrar na sua cidade e com o melhor som que estiver disponível! Depois de aguentarmos tantos filmes nos últimos tempos com investimentos extraordinários e que estão aquém do dinheiro gasto, não vou dizer nem que ele merece ser assistido, e sim, que você merece assisti-lo.