Quer seja com desenhos nas paredes das cavernas, por meio de livros ou até com conversas de família, o fato é que o ser humano sempre gostou de contar e conhecer histórias. E não é à toa. De acordo com uma pesquisa publicada pelo jornal New York Times, em 2012, além das histórias nos fazerem entrar em um mundo de imaginação quando as ouvimos, elas também ajudam nosso cérebro a se tornar mais ativo quando as contamos. Portanto, era só uma questão de tempo para que o termo storytelling – contação de histórias – virasse moda entre as empresas e acabasse se tornando base até mesmo para  os mais didáticos vídeos institucionais.

Agora, como usar a arte de storytelling para criar vídeos institucionais arrasadores? Será que qualquer história vale a pena ser contada? Bem, para responder a essas perguntas, primeiramente temos que entender qual é a diferença entre o storytelling do marketing e aquele mais antigo, dos livros dos Irmãos Grimm. Quer saber mais sobre isso? Então vamos lá!

Storytelling e o “era uma vez” convencional…

De longe a ideia do storytelling pode até parecer bastante com aquela de contar uma história convencional, do tipo João e Maria. No entanto, quando olhamos de perto, podemos ver quais sãos as diferenças entre as duas. No meio da comunicação, podemos entender que o storytelling é uma maneira de transformarmos as informações de uma determinada empresa em uma narrativa que seja mais agradável de ser ouvida por sua audiência.

Algo que funciona muito bem, uma vez que conseguimos decorar melhor os fatos que são contados através de histórias. Mas será que existem marcas que conseguem fazer isso, transformar suas mensagens e ideias em histórias relevantes?

Storytelling Institucional: Empresas que têm história para contar

Bem, respondendo à questão do final do capítulo anterior: Sim, existem. Quer ver só?

  • Em 2015 a Gol lançou um vídeo para o Dia das Mães (com a hashtag #EscolhaOAmor) em que, para mostrar como seu serviço ligava as pessoas de um ponto a outro do país, apresentava a comovente história de um casal que estava atravessando alguns estados para buscar um filho que acabava de ter sido adotado.
  • Em 2001 – bem antes de existir YouTube e outros canais de vídeo por aí – a BMW já apostava no formato de vídeo storytelling com a premiada campanha The Hire, cujos diretores consagrados (como Guy Ritchie – de Snatch – Porcos e Diamantes – e  Alejandro González Iñárritu – de O regresso) assinavam pequenos curtas-metragens de ação com histórias que sempre giravam em torno dos carros da marca.

Agora, se você acha que a única maneira de contar uma história em vídeo é com esse formato convencional, com atores de carne e osso, saiba que está ligeiramente enganado. Aliás, para falar a verdade, às vezes, mesmo se sua empresa não tiver uma história amarrada e sim números para serem apresentados, saiba que ainda assim é possível criar uma narrativa bastante interessante.

Storytelling com dados

Imagine que sua empresa precisa fazer uma apresentação institucional que mostre o andamento dos negócios para possíveis investidores. Que tal então, ao invés de só entregar relatórios, fazer um resumão num interessante vídeo que resuma todos os dados com o poder do storytelling? Acha complicado? Então veja esses exemplos de animações que resumiram – muito bem – uma tonelada de dados em interessantes e divertidos curtas.

  • Tem esse do video infographs, que resumiu a crise da Grécia em um vídeo de 2 minutos.
  • Esse, produzido pela chinesa Cre Imagination para um projeto arquitetônico, que será produzido do lado de lá do globo.
  • Um pequeno vídeo produzido pela Vox, que mostra, com dados técnicos, como funcionam aquelas marcações de estádio que vemos em transmissões ao vivo de esportes.

 

Viu só? É possível criar interessantes vídeos institucionais com uma ajudinha da narrativa do storytelling. Portanto, nada de fazer apresentações quadradas para a sua empresa. Deixe esse trabalho com a gente e veja como seus filmes empresariais podem ter um final bem mais feliz.

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